Os Jovens Repórteres para o Ambiente (JRA) investigam, questionam, entrevistam, recolhem factos, captam imagens, reportam e comunicam sobre sustentabilidade, num exercício de cidadania activa .
Este projecto é coordenado em Portugal pela Associação Bandeira Azul:
www.abae.pt

quarta-feira, 11 de maio de 2011







Já alguma vez pensaste o que pode existir nas casas de banho da tua escola? Embora estejam aparentemente limpas, há inúmeros microrganismos, como bactérias e fungos que, sendo invisíveis aos nossos olhos, existem e estão lá. O grupo Ciência Saudável, no âmbito da investigação “Microrganismos na Escola” decidiu investigar estes microrganismos, nomeadamente fungos. Foram recolhidos amostras de fungos em todas as casas de banho da escola, tendo como objectivo averiguar quais os locais mais livres de microrganismos, e seguros em termos de higiene. Uma elevada prevalência de certos microrganismos, ou de um grande número de espécies, em locais, como casas de banho, por exemplo, pode potenciar o risco de padecer de certas doenças ou infecções, causadas por estes fungos ou por bactérias. É importante investigar estas situações, de modo a poder prevenir estas potenciais epidemias, num local público, que é de acesso diário a centenas de pessoas, como é o caso da nossa escola.

Todas as recolhas foram efectuadas com o mesmo método, o método da estriagem, e que todas as colónias foram incubadas à temperatura ambiente no momento da sua recolha. O tempo de incubação foi de 7 dias.

Perante os resultados obtidos foi possível concluir sobre os locais mais ou menos higiénicos da escola. Para a lista abaixo, foram tidos em conta o número de colónias presentes nas amostras recolhidas, em conjunto com o número de colónias presentes em cada amostra.

Locais aparentemente mais problemáticos em termos de higiene:
• Bloco F WC masculino
• Bloco E WC feminino
• Bloco C WC feminino e masculino
• Bloco B WC masculino
• Balneário feminino e masculino

Locais aparentemente mais seguros em termos de higiene:
• Lavatórios do Bar
• WC masculino do Bar
• WC feminino e masculino do bloco A

Os locais aparentemente mais problemáticos em termos de higiene coincidem com os locais mais utilizados pelos alunos da escola. Ambas as casas de banho dos blocos E e F são únicas nesta zona e, portanto, são utilizadas pela maior parte dos alunos que têm aulas nestes dois blocos. A casa de banho do Bloco C está situada num ponto principal da escola, o átrio, sendo também muito frequentada. Os balneários apresentaram resultados preocupantes, uma vez que o ambiente no seu interior é extremamente abafado e húmido, o que cria condições óptimas ao desenvolvimento de fungos, para além disto, toda a sujidade inerente à prática da disciplina de Educação Física contribui para o desenvolvimento exagerado das colónias de fungos. Como medidas de solução para este problema, recomendamos a limpeza e a desinfecção destes locais de forma mais frequente utilizando, se possível, lixívia diluída em água quente, e tendo atenção à limpeza das torneiras, sanitas e autoclismos. Se possível, implementar autoclismos ou torneiras com sensores de movimento, de forma a evitar o contacto da pele com estes objectos.

Há que salvaguardar a fiabilidade destes resultados, pela análise dos meios de controlo. Estes foram realizados a 14/02/11 e foram observadas 2 colónias de espécies diferentes no primeiro ensaio, e 0 colónias do segundo ensaio. Pode-se concluir que não existiu contaminação que influenciasse os resultados das amostras recolhidas.

Como podemos concluir, nem sempre o mau cheiro ou a aparência da superfície da casa de banho são indicadores da higiene da mesma ou da presença de fungos, uma casa de banho bem cheirosa e aparentemente limpa, pode ser das mais problemáticas em termos de higiene e de contaminação, ao passo que um local aparentemente sujo pode ser mais seguro. O mau cheiro numa casa de banho é causado pela elevada concentração de metano e derivados de amónia, o que não está directamente relacionada com a quantidade de microrganismos da mesma.


12ºA


Catarina, Fábio, Henrique e Sofia
Escola Secundária com 3º CEB de Coruche

terça-feira, 3 de maio de 2011

Costa Vicentina - Paraíso Sustentável

A Costa Vicentina é, sem dúvida, um paraíso sustentável, não só por toda a sua beleza e harmonia, mas também pela preocupação ambiental que se observa.
A Costa Vicentina, localizada no sudoeste de Portugal, apresenta uma extensão de 110 km e é caracterizada pela sua enorme biodiversidade.
Na reserva natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina encontramos, para prazer dos nossos sentidos, uma mistura de vegetação mediterrânica, norte-atlântica e africana, sendo que as principais espécies aqui encontradas são o sobreiro, o medronheiro, o pinheiro-bravo, o eucalipto e até o carvalho cerquinho.
Também a fauna é diversificada, com mamíferos, como a lontra e o javali, aves, como a águia-pesqueira e a águia de bonelli, peixes, como o barbo-do-sul e muitas outras espécies animais.
Os vestígios históricos conduzem-nos até ao nosso passado, numa viagem inesquecível perfumada pela giesta e pelo mar.
Podemos praticar pedestrianismo, orientação, escalada, parapente, hipismo, canoagem, surf, windsurf, mergulho e BTT sem poluir o ambiente e se pôr em risco as espécies.
A Costa Vicentina permite-nos descansar e viver em harmonia com a natureza. Devemos, pois, preservá-la e desfrutá-la, sem esquecer que as gerações futuras também devem ter esse prazer.






Maria Clara Azevedo Coutinho
Escola Secundária com 3º CEB de Coruche

Herdade dos Concelhos - Floresta Encantada

“Herdade dos Concelhos – Floresta Encantada”


Ao chegar à Herdade dos Concelhos sentimos todo o tipo de sensações. A paz está presente em todo o lado e é possível ouvir o chilrear das aves, o barulho do vento a atravessar as folhas dos pinheiros, dos sobreiros, das azinheiras, o som dos animais, o verde que se vê, o agradável cheiro do rosmaninho, da esteva… Todo este espaço desperta o nosso espírito!


Esta Herdade localiza-se no concelho de Coruche, na freguesia da Erra e é caracterizada pela sua vasta biodiversidade animal e vegetal.
Sendo uma floresta bem preservada podemos encontrar coelhos, lebres, javalis, porcos, e também várias espécies vegetais, como o pinheiro, a azinheira, a esteva, o carvalho e principalmente o sobreiro, espécie predominante neste ecossistema.
O sobreiro constitui-se como uma barreira contra a desertificação, uma vez que combate a erosão do solo, retendo humidade e protegendo-o do efeito do vento e do sol, permite, ainda, a sobrevivência de muitas espécies de fauna, como a águia, o sapo parteiro ibérico, o lince (algumas em perigo de extinção).
É neste equilíbrio com a natureza que somos invadidos pelo cheiro do rosmaninho, do alecrim, e que encontramos uns espargos iguais aos que são utilizados nas típicas migas de espargos de Coruche.
Observamos as abelhas que, de flor em flor, recolhem o pólen para fazer o mel, que nos adoça a boca e os sentidos.
Ao caminhar nesta floresta encontramos as pegadas dos javalis que ali vivem e procuram o seu alimento, e, por entre as estevas, um pequeno ser movimenta-se. Paramos e observamos e eis que voa uma linda perdiz.
Este é um local a preservar para que as gerações futuras possam desfrutar deste paraíso e para que todos possamos agradecer a esta floresta que durante muitos anos vai continuar a fixar carbono, contribuindo para evitar o aumento do efeito de estufa, vai continuar a ser a “casa” dos inúmeros seres que ali vivem; vai continuar a oferecer-nos o mel, o chá de rosmaninho e alecrim, a cortiça das rolhas das garrafas ou daqueles sapatos lindos de que tanto gostamos. Vai continuar a encantar-nos …








Maria Coutinho e Francisco Carvalho
Escola Secundária com 3º CEB de Coruche

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Biodiversidade da Ribeira do Divor

A Ribeira do Divor, na Azervadinha, foi o local escolhido para identificar e recolher macroinvertebrados presentes na água, para posteriormente serem analisados em laboratório, na escola e possibilitar uma identificação da qualidade da água da referida ribeira.



O grupo CSI Coruche recolheu amostras de água e algas juntamente com macroinvertebrados, CSI Ferreira e CSI Vieira responsabilizaram-se pela recolha das algas, CSI Caetano pela recolha de amostras de água e CSI Martins pela procura de macroinvertebrados, que apareceram passado pouco tempo..




Após a ida à Ribeira do Divor, para recolher amostras de água e macroinvertebrados, a investigação prosseguiu no laboratório de Biologia da Escola Secundária de Coruche.
No laboratório foi reconstituído um pequeno ecossistema com um aquário onde se colocou a areia do rio, as algas recolhidas e os macroinvertebrados.
No dia seguinte iniciou-se a análise da água do aquário, bem como a identificação de macroinvertebrados e dos peixes. Foram preparadas amostras de água do fundo, do meio e da superfície do aquário. Seguidamente, essas amostras, foram analisadas ao microscópio óptico composto (MOC). Durante a primeira semana existia uma grande diversidade de algas filamentosas, desde azuis e verdes, como as chlamydomonas (algas flageladas). Foram encontradas ainda paramécias.
Na segunda e terceira semana foram encontradas novamente uma enorme variedade de algas (descrita anteriormente) e paramécias. Foram ainda observados vários rotíferos e no fundo colónias de algas Vólvox.










Foi também observado à lupa binocular, um macroinvertebrado,um besouro da ordem Coleoptera pertencente à família Psephenidae. É um besouro que de desloca na água com um corpo densamente coberto de pêlos hidrófugos..A sua alimentação baseia-se em plâncton.



Observou-se a pardelha que é um pequeno e pacífico ciprinídeo cujo tamanho máximo raramente ultrapassa os 15 cm., com o corpo alongado e levemente comprimido, com a cabeça pequena e uma boca terminal ligeiramente inclinada para baixo. Tem caracteristicamente a base das barbatanas peitoral e pélvica avermelhadas e possui uma linha lateral muito marcada. A sua alimentação baseia-se em pequenos invertebrados, algas e plâncton.



Até ao momento, o aquário encontra-se perfeitamente oxigenado, graças à presença de algas recolhidas na Ribeira. É de salientar que todos os seres observados, existiam em grande quantidade, pelo que a sua recolha (em pequena amostra) não constitui um problema para o ecossistema
A presença de alguns micoorganismos, alerta para o facto de que este ecossistema possa apresentar alguns níveis de poluição. As paramécias, que são protozoários, desenvolvem-se a um ritmo acentuado em águas poluídas e ricas em compostos orgânicos. Os rotíferos observados representam óptimos indicadores de saprobidade, ou seja é o termo utilizado para definir o conteúdo de putrefação orgânica. A presença de algas azuis permite concluir que a água está poluída por excesso de compostos nitrogenados, possivelmente os que são utilizados na agricultura. A presença de uma quantidade elevada de algas verdes, em cursos de água relativamente parados, como o da Ribeira do Divor, representa um indicador de poluição.
O besouro Psephenidae desenvolve-se particularmente com águas de carácter poluído.
As pardelhas vivem em ambientes bem oxigenados, com uma densa vegetação aquática. São encontrados em cursos de água médios.
Em suma, a água da ribeira do Divor encontra-se bem oxigenada, embora poluída e com elevadas concentrações de matéria orgânica.
Esta investigação irá prosseguir recorrendo também a testes de toxicologia, com produtos químicos utilizados na agricultura, utilizando Daphnia magna, recolha e análise de amostras em outros locais para que se possa revelar “O Segredo do Rio”.




Alexandre, Joana F, Joana V, Sara – 12º A

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Seminário Nacional JRA 2010. Sertã

Decorre nos dias 26 e 27 de Setembro na Sertã o próximo Encontro Nacional JRA que reunirá escolas provenientes de vários sitios do país num total de mais de 120 pessoas.

Os objectivos são:
•Reunir alunos e professores coordenadores e do Projecto Jovens Repórteres para o Ambiente, por forma a incentivar a comunicação, possibilitar uma partilha de objectivos comuns e a troca de experiências;
•Implementar a metodologia inerente ao projecto Jovens Repórteres para o Ambiente, através da realização de Workshops baseadas na investigação de um estudo de caso. Elaboração de artigos. Publicação on-line;
•Debater estratégias e metodologias do projecto "Jovens Repórteres para o Ambiente " com especial destaque para as vertentes de investigação, jornalismo e internet;
•Simular a realização do trabalho inerente a uma Missão Internacional JRA;
•Criar condições e motivação para uma ainda maior dinamização da rede JRA nacional e internacional;
•Contribuir para a implementação da Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável.

Para mais informações consultar:
http://www.abae.pt/programa/JRA/seminario/seminario2010/inicio.php?p=objectivos